
Representatividade precária e participação condicional LGBTQIAPN+ no evangelicalismo brasileiro (1980-2020)
Douglas Souza Pego
Universidade Federal de Uberlândia
Co-autores: Rafael Gonçalves Queiroz, Élida Cristina Silva Ferreira
Resumo
Este artigo analisa os mecanismos de representatividade e participação LGBTQIAPN+ no evangelicalismo brasileiro (1980-2020), em um contexto de crise institucional. Adota-se uma abordagem qualitativa da História Cultural, examinando um corpus diversificado, incluindo documentos eclesiásticos, materiais midiáticos e depoimentos. Revela-se uma trajetória que se move da retórica da “cura gay” para a inclusão precária ou abjeta, mecanismo que oferece reconhecimento condicional e submete a identidade a limites rígidos, como exemplificado pelo “Movimento Cores”. Conclui-se que, embora a retórica da inclusão possa manter estruturas normativas, táticas criativas de ressignificação, como a criação de igrejas inclusivas, subvertem essas estruturas no cotidiano
Palavras-chave
Igrejas Inclusivas; Cura Gay; Tensões Hermenêuticas; LGBTQIAPN+ e Religião; Inclusão Abjeta; Crise de Representação.